A INCRÍVEL EXPERIÊNCIA GASTRONÓMICA NO BIG FISH, O POKE CHIC DE LISBOA

A INCRÍVEL EXPERIÊNCIA GASTRONÓMICA NO BIG FISH, O POKE CHIC DE LISBOA

O seu nome é inspirado no atum, um ‘big fish’ e o peixe mais utilizado na confeção dos pokes havaianos; o novo poke de Lisboa propõe cozinha havaiana genuína e uma experiência requintada e agradável

 

A carta é simples, enxuta, mas muito assertiva, ideal para o tipo de oferta que o restaurante propõe: pokes de qualidade, criativos e revisitados. Uma experiência gastronómica intimista, em que todos os pratos são finalizados à frente do cliente: o Big Fish é o novo poke de Lisboa, cheio de pinta, de personalidade e de sabor. E não se fica pelo óbvio.

O espaço bem decorado, na altura do número 1G na Rua da Moeda, não passa indiferente aos olhos de quem por lá anda: a fachada em vitral colorido a simular escamas e o puxador da porta com a mesma alusão temática, já começam a revelar o conceito. Uma vez lá dentro, a decoração é sóbria, minimalista e elegante; a utilização de madeiras naturais e plantas faz a ligação à natureza e cria um ambiente descontraído e acolhedor, e ao mesmo tempo sofisticado.

Chama a atenção a imponente garrafeira de sakes, suspensa ao longo de todo o balcão, com uma variedade impressionante da bebida de origem japonesa. Estão disponíveis referências como Junmai, Ginjo, Daiginjo, Nama, sakes envelhecidos e o refrescante Mio, o espumante de sake, uma ótima opção para acompanhar os pokes. Do bar, saem curiosos cocktails idealizados por Fernão Gonçalves (head bartender do Pesca), como o Mai Tai de Abacaxi e Amendoim (9 €), além de chás quentes e frios, na sua maioria de origem asiática.

Ao olhos atentos do simpático chef Luís Gaspar (também chef executivo do restaurante Sala de Corte e vencedor do concurso Chefe Cozinheiro do Ano em 2017), a competente equipa prepara o que viria a ser uma saga gastronómica indelével ao nosso paladar. E ali, mesmo à frente dos comensais desconfiados, a magia da gastronomia havaiana acontece, com leveza, precisão e fusão de sabores tão únicos como o corte cuidado de cada bocado de peixe para o preparo dos pratos.

Há de se ressaltar que, para o projeto, foi convidado como consultor o americano Andrew Mayer (fundador do Poke OG em Miami), que trabalhou 15 anos com o conceituado chef japonês Roy Yamaguchi, pioneiro, há 35 anos, da chamada cozinha de fusão. Roy Yamaguchi é um dos membros fundadores do movimento Hawaii Regional Cuisine. Andy veio até Portugal e desenvolveu as receitas dos pokes juntamente com Luís Gaspar.

“Esta foi uma excelente oportunidade de
abrir novos horizontes gastronómicos e, ao mesmo tempo,
aplicar a minha experiência e know-how técnico
num novo conceito”, garante Luís Gaspar.

Começando pelo princípio, a refeição tem sempre início com um abre-bocas muito saboroso, diferente todos os dias, que tem por base arroz desidratado e aproveita as aparas de peixe dos cortes dos pokes. Esse pequeno snack é uma cortesia da casa ao cliente. Nota-se já aí o conceito sustentável que o Big Fish quer levar à boa mesa, de evitar o desperdício, uma vez que as “sobras irregulares” dos peixes não devem ser usadas nos pratos principais – poke significa “pedaço” em havaiano, numa alusão ao corte perfeito do peixe fresco, aos bocados.

Como entrada, as opções passam pela levíssima – e muito saborosa – sopa miso com cogumelos enoki, rabanete, coentros com dashi de shitake e ovo de codorniz (4 €) e, para partilhar, pelo Tuna Musubi (10 €), inspirado na sanduíche rápida com o mesmo nome, típica da street food havaiana, e pelos Sashimi Scallops XO (15 €), as vieiras braseadas com XO, um molho com muito umami, Dynamite aioli, um aioli picante, molho de sésamo e lima Kaffir.

Quanto ao pokes, há nove opções na carta, com preços que variam entre 12 a 18 euros. O poke é típico do Havai, com uma forte influência japonesa; é um prato único, com seu próprio conceito, assim como o sushi e o ceviche. A ideia do restaurante foi a de elevar o poke ao patamar que essa iguaria merece, desvinculando-o do conceito (negativo) do delivery, tão recorrente hoje em dia. Conseguiu, entretanto, com louvor.

Há a possibilidade de optar entre sete proteínas diferentes: atum, o mais tradicional, salmão, o mais guloso, corvina, o produto local, polvo, numa receita japonesa que encaixa perfeitamente na gastronomia portuguesa, às quais se juntam ainda o camarão, a cavala e o tofu. Rainbow, Big Fish, Aloha Shrimp, Spicy Salmon, Hybrid, Blue Ocean, Tako, Vegghie Truffle e Rocky Pineaple – estes dois últimos apropriados para vegetarianos – são nomes a fixar, e pokes a provar. Não se usa aqui, contudo, a soja, tão difundia na culinária japonesa, deixando com que a mistura de sabores dos pokes e os temperos brilhem por si só. A combinação dos peixes com as ervas aromáticas confere um toque especial a cada prato, tornando-se por vezes, uma difícil escolha para o cliente de tomar a sua decisão. Ossos do ofício…

Não saia de lá sem provar uma das fantásticas sobremesas da casa: o bonito Chocolate Kilauea (6 €), com chocolate do Equador, wasabi, iogurte e sal negro do Hawaii, num tributo ao vulcão havaiano com o mesmo nome, famoso por estar em atividade há 29 anos, surpreende pelo sabor intenso a chocolate e pela fusão de texturas. Ou ainda, o Coconut Creamed Rice (5 €), um arroz doce de coco, manga e gelado de matcha, e a Malasada (6 €), sobremesa com grande semelhança às bolas de Berlim, levada pelos portugueses para o Havai.

O Big Fish é, por fim, um lugar especial dentre as novidades na restauração e uma experiência a ser vivida vezes sem conta, com amigos ou família. #MustGo

Big Fish
Rua da Moeda, 1 G | Lisboa
[email protected] | Tel: +351 210 522 842

Horário:
Domingo a quinta-feira, das 12h às 00h.
Sextas, sábados e vésperas de feriado, das 12h à 1h00.

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