ROTEIRO DE 3 DIAS PELO PORTO: O GUIA QUE NÃO ESTÁ NOS GUIAS

ROTEIRO DE 3 DIAS PELO PORTO: O GUIA QUE NÃO ESTÁ NOS GUIAS

Dicas para explorar o Porto, considerado como o melhor destino na Europa e o segundo a nível mundial para visitar em 2019, segundo a plataforma internacional de viagens ‘Culture Trip’

Quando a Jeep nos desafiou a conhecer o novo Cherokee, não pensamos duas vezes e rumamos logo ao Norte do país. O destino escolhido foi o Porto. Adoramos a cidade e estamos sempre à procura de pretextos para ir lá passar um fim-de-semana. Além de ser linda, estão constantemente a abrir sítios novos e incríveis… restaurantes, hotéis, lojas e bares. É tudo tão surpreendente que antes mesmo de acabar esse texto já vos recomendo fortemente uma visita. 

O Porto é um sem dúvidas um must go, incondicional. Partimos de Lisboa ao volante do novo Cherokee Limited 2.2 TurboDiesel. O modelo no qual embarcamos era um topo de gama, com teto de abrir panorâmico e a pintura Cinzento Granite Crystal (preço de venda ao público de 60.000,00 €.). Um luxo!

DIA 1 – Sexta-feira

Desta vez, optamos por marcar um hotel diferente, novo e requintado, afinal, estávamos mortinhos para conhecermos o “novo monumento do Porto”, a que todos comentavam ser surpreendente.

Chegamos na cidade invicta por volta das 11h e fizemos o check-in no incrível Le Monumental Palace. Contamos toda a nossa experiência, em pormenor, neste post aqui.

O novo hotel da prestigiada cadeia francesa Maison Albar Hotels (MAH) é mesmo no coração do Porto. Instalado num dos edifícios históricos mais emblemáticos, a nova unidade hoteleira do grupo francês vem devolver à cidade o edifício neoclássico projetado pelo arquiteto italiano Michelangelo Soá, datado de 1923, que durante décadas esteve ao abandono. Depois de três anos de obras de reabilitação, desenvolvidas pela Mystic Invest, o hotel foi adquirido pelo grupo Paris Inn, passando integrar a marca MAH, que opera sob a chancela LHW (The Leading Hotels of the World).

O Le Monumental Palace é um cinco estrelas que em novembro de 2018 abriu as portas para a Avenida dos Aliados, conhecida como o palco da cidade. Com um total de 76 quartos, o hotel conta com 40 superiores e 23 deluxe, ao que se juntam 9 suites Audacieuse e 4 grandiosas suites. 

Para desfrutar de toda uma experiência ‘monumental’, existem diversas áreas que contribuem para uma estadia verdadeiramente inesquecível. A biblioteca, o lounge e o ginásio são apenas algumas das opções, pois são o bem-estar e a gastronomia que estão em grande evidência, com o Le Monumental Nuxe SPA e os três espaços dedicados à restauração: o Bar Américain, o Café Monumental e o restaurante Le Monument, dedicados ao melhor da cozinha francesa, com assinatura do Chef Julien Montbabut, que veio de Paris – onde conquistou uma estrela Michelin no Le Restaurant – para abraçar este projeto.

Como estava um dia lindo, fomos logo passear pelos entornos do hotel. Ali bem pertinho, está uma das minhas lojas favoritas do Porto, a Leica, que é também uma galeria de arte. Para quem ama fotografia, ali é o paraíso. Eu piro nas máquinas da marca e fico desejando cada uma delas.

A seguir, fomos almoçar no Ikeda, um japonês muito especial, irmão mais novo do Hikidashi, em Lisboa. Estávamos loucos para conhecer esse restaurante que abriu em 2017 e nasceu com a promessa de ser uma extensão do Japão no Porto. O espaço foi pensado à luz do conceito Izakaya, as tascas e os espaços informais no Japão onde as pessoas se encontram para petiscar e conviver. 

Quando for, reserve mesa para o andar de cima. A sala é incrível com o tecto todo decorado com 3 mil origamis. Todo o espaço tem uma decoração tipicamente japonesa: minimalista e elegante. Mas o melhor de tudo, claro, é a comida. Que delícia: desde os mini tártaros de salmão aos originais gunkans (caso do de shimeji e de foie gras), aos sofisticados temakis e aos surpreendentes niguiris, a acabar, claro, no elaborado sushi e no ótimo sashimi. Se não é tão fã assim de sushi, a omelete japonesa, que lembra uma tortilha, é saborosa e bem servida. 

 Adorámos tudo: o peixe é fresquíssimo e as receitas absolutamente originais e criativas. Não pode sair de lá sem provar o temaki descontruído, que leva um delicioso tártaro de atum, vieira, ovo de codorniz e ovas de tabiko; a alga é frita e deixa essa entrada tão estaladiça que vai querer repetir. E a sangria de espumante e vinagre balsâmico é tão incrível quanto refrescante.

Percebem porque convém marcar mesa com antecedência?!

Voltámos para o hotel para descansar um bocado e aproveitar o Nuxe Spa. O primeiro da marca francesa em Portugal faz do Le Monumental Palace o único hotel com spa na baixa do Porto. É também a única unidade hoteleira que disponibiliza parque de estacionamento nesta zona da cidade. Com piscina interior aquecida, sauna, banho turco, duas salas de tratamento e um duche Vichy, este recanto de relaxamento com 350 m2, propõe tratamentos de assinatura, que pela mãos dos especialistas proporcionam verdadeiros momentos de prazer, num ambiente sofisticado e acolhedor, estando disponível todos os dias das 9h30 à 20h00.

Revigorados, não poderíamos terminar o dia sem ao menos dar um passeio pela Ribeira. Ah! Como eu adoro essa zona da cidade do Porto. É tão delicioso passear às margens do Douro, ver o movimento e apreciar a paisagem. Optámos por tomar um Porto tónico na outra margem do rio, do lado de Gaia, no Terrace Lounge 360º, o rooftop do Espaço Porto Cruz. Com uma vista de tirar o fôlego da Ribeira, da Ponte Dom Luís I e de Gaia, o terraço é uma ótima desculpa para ver o pôr do sol em grande estilo.

Já era hora de voltar ao hotel para um banho relaxante, e depois, jantar no Le Monument. O restaurante principal do hotel é feito de alta cozinha moderna, em que reinterpreta a tradição francesa, à qual o Chef Julien Montbabut dá o seu cunho pessoal. Sabor e savoir-faire têm aqui a sua expressão máxima. O restaurante só abre ao jantar e tem menus de degustação com quatro (85 €) ou seis momentos (105 €); ambos com a possibilidade de harmonização com vinhos. Tenha a certeza de que com qualquer um dos dois, estará muito bem servido e em ótimas mãos!

DIA 2 – Sábado

Tenho de confessar, com alguma frontalidade, que a cama do Le Monumental Palace é tão confortável – daquelas que parecem agarrar na gente – que não dava vontade de sair dela nunca mais. Mas o desejo de provar o pequeno-almoço do hotel – e a fome, afinal já estamos naquela complicada fase de crescimento… para os lados – foi maior, que levantámos logo e seguimos para a nossa primeira refeição do dia. O pequeno-almoço é servido de forma não tão habitual: além do usual buffet há uma carta com várias opções de pratos. No buffet, reinam les croissants, os queijos, as compotas, os frios e os iogurtes naturais, além de uma fantástica seleção de pães. Já da carta, as estrelas são os pratos quentes, com especial destaque para as omeletes, sandes e ovos (em suas mais diversas maneiras de preparo).

Depois, aproveite, já que está tão perto, para ir até à Rua das Galerias de Paris. Todos os sábados acontece uma feirinha na rua com antiguidades e modernidades, também: decoração, roupas e acessórios. Siga até à Torre dos Clérigos. Se não estiver fila e tiver fôlego para subir os 225 degraus, vá até ao topo. A vista é incrível. Desça em direção à Rua das Flores para ir até uma das lojas mais bonitas da cidade: a Claus Porto.

A loja, por si só, é lindíssima. Os produtos, mais incríveis ainda… cada sabonete, cada vela de cerâmica feita à mão, os perfumes, a linha de produtos de barba… é tudo um convite sensorial fantástico. Oh meu Deus, tire-me de lá já! Mas, não ainda sem ter a barba feita como antigamente, com um ritual de toalhas quentes impecável! Essa experiência é oferecida somente aos sábados, com marcação.

Barriga a dar horas, é chegada a hora de um almoço memorável no Cantinho do Avillez, que fica na Rua Mouzinho da Silveira. Sim, há um Cantinho de Avillez no Porto! E é tão ou mais surpreendente do que o de Lisboa. É um espaço simpático, acolhedor e descontraído. A carta, assente no conceito da partilha, é toda ela recomendável! Adoro as vieras marinadas (com creme de abacate e crumble de pão alentejano), as lascas de bacalhau fresco (com migas soltas, ovo BT e azeitonas explosivas), ou ainda os camarões à bulhão pato (salteados em azeite com alho e vinho branco, sumo de limão e coentros). Prove um, dois ou três pratos, sempre para partilhar, e não saia de lá sem beber um cocktail. Ou vários.

Nessa altura, já lhe deve estar a dar aquela moleza habitual pós-alomoço. Pegámos no Jeep Chorekee e fomos até à Bombarda. Com uma extensão de apenas 850 metros, a vibrante rua é uma das artérias de cultura dos novos tempos. Reunindo inúmeras galerias de arte e novas tendência de comércio, a rua que se transformou no epicentro artístico da cidade tem, no primeiro sábado de cada mês, uma programação fervorosa, quando inauguram em simultâneo as suas novas exposições, atraindo multidões de apreciadores de arte, investidores, artistas, seguidores de formas de vida alternativas e muitos curiosos. A rua conta também com restaurantes, livrarias e várias lojas: de mobiliário retro-cool, de decoração alternativa, design, música, etc.

Tínhamos de terminar a tarde… adivinha a fazer o quê? A beber um copo num terraço com vista para o Douro, pois claro. Fomos a um bar com uma vista espetacular sobre o rio e sobre Gaia. Chama-se Miradouro Ignez e vale a pena sentar-se aqui a ver o pôr-do-sol enquanto bebe um copo de vinho ou um Porto tónico.

Já eram horas de voltar ao hotel, tomar um super banho de banheira e sair para jantar. Apetecia-me comer carne e não hesitamos em marcar mesa no K.O.B, o novo restaurante do Olivier que abriu recentemente no Porto. Lá, desgracei-me todo entre wagyus e entrecostos. Com várias carnes maturadas de todo o mundo na carta, lombo, vazia, black angus, picanha e wagyu do Japão, Irlanda, Austrália, Espanha e Portugal são algumas das sugestões. Imperdível!

DIA 3 – Domingo

Acordamos um pouco mais tarde que o habitual, e adivinhem: perdemos o o pequeno-almoço. Mas assumo que não fiquei nada triste, afinal, eu queria mesmo era tomar um brunch. Foi aí que tivemos a brilhante ideia de ir à Miss Pavlova, famosa pelas suas… pavlovas maravilhosas! Só de pensar começo a salivar, porque posso afirmar seguramente, que esse é o meu doce favorito. Ok, admito, depois do brigadeiro, é claro!

Mr. Brunch by Miss Pavlova é simplesmente de enlouquecer. Há tostas, há bruschettas, panquecas e ovos variados… mas as pavlovas são de comer rezando… e de chorar por mais. Vai por mim!

Depois dessas delícias, impõe-se um passeio para abater calorias. E todos os caminhos vão dar à Ribeira. Eu nunca me canso de lá ir, apesar das ondas de turistas que invadem diariamente esta zona. Mas é giro ficar a admirar a cidade dali. E aquela enxurrada de gente a passar pra lá e pra cá.

Já vos disse que eu estou em fase de crescimento, não disse? OK, sem parvoíces… Ai meu Jesus do Six Pack, porque é que eu penso tanto em comida assim, quando viajo? Sabe aquela sensação de insaciedade alimentícia a que os outros chamam de fome? Pois bem, só pensava em comer uns fantásticos rissois de trufa negra com recheio de cogumelos e carne picada, num dos meus spots favoritos do Porto: a Cervejaria Brasão. E assim foi. Tudo acompanhado de um “fino” (ou imperial, chopinho ou whatever). Lá eles fazem também umas francesinhas de perder a cabeça!

Era chegada a hora de ir embora, e tínhamos de nos despedir do Porto apreciando a paisagem. Foi aí, então, que decidimos ir até à Foz. Não deixe de percorrer a orla dessa zona tão surpreendente da cidade e desconhecida de muita gente. Desde a animação na rua, aos restaurantes e bares, até às lojas, tudo aqui é colorido, pitoresco e cheio de charme. Um must go!

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